Arte minimalista: características e obras

Arte minimalista: características e obras

A arte minimalista, como o próprio nome já sugere, é um movimento artístico com os mínimos elementos artísticos possíveis.

Mas, você sabe quais são as suas principais características e obras? Vem com a gente neste artigo, que você descobrirá tudo. Acompanhe.

Arte minimalista: quais são suas características e obras?

Como você já sabe, a arte minimalista possui o mínimo de elementos para sua concepção. O movimento surgiu nos anos 60, nos Estados Unidos. De início, o movimento não foi identificado como minimalismo. Apenas com o passar do tempo que ele foi criando esta denominação.

Entretanto, naquela época já podia-se notar a real relevância das características que hoje permeiam a arte minimalista. Sendo assim, podemos notar uma grande preservação de elementos geométricos repetidos de forma simétrica, além das cores utilizadas de forma limitada.

No entanto, antes visto como um movimento simplista, a arte minimalista ganha grande relevância no âmbito da elegância. Afinal, de forma de nenhum podemos considerar o movimento como simplório. Simples sim. Mas não simplório.

As 3 grandes tendências que partiram do minimalismo

A arte minimalista, além de ser um movimento e uma tendência, também criava suas tendências internas. Ou seja, dentro do próprio movimento minimalista, podia-se notar manifestos com pontos de vista diferentes, porém, dentro do mesmo padrão.

Construtivismo

Buscando um entendimento de toda a humanidade, os construtivistas buscavam uma linguagem universal para o que se entendia por arte.

Vanguarda Russa

Ocorreu principalmente durante a Revolução Russa. Com elementos e obras feitas de forma simples, pode-se também reconhecer uma forte influência da arte minimalista neste movimento. Um exemplo da vanguarda russa, foi a construção da Torre de Shukhov.

Modernismo

Como o próprio nome já diz, buscava a modernidade. Entendia que o design e traços da época, precisavam mudar. Partindo para formas mais distantes da realidade. Entretanto, notava-se grande influência do minimalismo, tendo em vista que os elementos e cores básicas continuavam a ser usados.

O minimalismo na música

A arte minimalista não está presente somente em pinturas e representações gráficas. E a música é a principal prova disso. No entanto, a música minimalista foi somente assim reconhecida por volta de 1968.

Constância na harmonia e nas pulsações, além da repetição de estrofes e frases, eram as principais características destas músicas. Iniciou-se como movimento underground em San Francisco. Mas depois, também já pode-se ouvir em apartamentos de Nova Iorque. Apesar da grande relevância do estilo musical no século XX, apenas 4 músicas puderam se orgulhar da relevância que despontaram. São eles: Steve Reich, Philip Glass, Terry Riley e La Monte Young.

Principais artistas e suas obras

Além da infinidade de obras em segundo plano, a arte minimalista possui algumas principais obras que devemos levar em consideração. Sendo assim, todas elas seguem este mesmo padrão de construção e elaboração. Acompanhe:

Agnés Martin

É uma pintora minimalista canadense. Embora ela mesma considerava-se expressionista abstrata. Ensaio em discrição sobre interioridade e silêncio foi a descrição mais pertinente para o trabalho que a artista realizava.

A impressionante técnica sutil e delicada, entregava figuras fantásticas em quadros que, de longe, pareciam telas limpas. Ela mesma descrevia o trabalho dela como “ beleza, inocência e felicidade”.

A artista conseguia entregar um foco impressionante nos tons, linhas e simetria de seus trabalhos que considerava “emoções abstratas. Emoções estas, que ela nomeava como felicidade, liberdade, perfeição, amor e beleza.

Samuel Beckett

Ele foi um escritor e dramaturgo irlandês. Sua obra começou a ser considerada minimalista praticamente no final de sua carreira. Ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura, em 1969. Suas peças eram consideradas percursoras do “teatro do absurdo”, visto que a riqueza de metáforas era muito explorada. Além de uma visão pessimista sobre o ser humano. Esperando Godot é sua obra mais famosa.

Sol LeWitt

Um dos artistas mais conhecidos do movimento minimalista, Sol LeWitt criava em suas obras, elementos originários do cubo. Ele fazia com que os espectadores de suas obras, conseguissem interpretar que a mesma forma geométrica tinha inúmeras formas diferentes de ser vista. Uma de suas obras de arte mais famosas, é Wall Drawing #804, criada em 1996.

Dan Flavin

Artista americano, trabalhando principalmente com esculturas e pinturas. Uma característica muito comum adotada em suas obras, é a presença de fluorescentes coloridos e luz ultravioleta. Uma de suas obras mais famosas ficou conhecida como “A Diagonal de 25 de Maio de 1963”.

Robert Mangold

Pai do diretor e roteirista de cinema James Mangold, tem formação na Universidade de Yale. Suas pinturas se baseiam em séries com formas semelhantes e cores limitadas. Uma de suas obras mais famosas, é a chamada “X whithin X” ou, X dentro de X. Com duas cores apenas: verde e vermelho.

Algumas obras mais famosas

  • Ifafa II – Frank Stella
  • Grace Kelly III – Imi Knoebel
  • Rainbow Picket – Judy Chicago
  • A Primary Picture – Dan Flavin
  • Cardionations – Jo Baer
  • Tomlinson Court Park – Frank Stella
  • Arcs from Four Corners – Sol LeWitt

Uma mistura de simplicidade e riqueza

Poucos detalhes. Muito conceito. Assim podemos resumir o real significado de uma arte minimalista ou do movimento da época. Sendo assim, entre os artistas que citamos aqui e os artistas menos famosos, o minimalismo se aprofunda em diversificações.

No entanto, é importante levar em consideração que, por mais que o movimento tenha como premissa básica a simplicidade, isso se resume apenas ao que enxergamos. Assim sendo, a contemplação de uma pintura, uma escultura ou até mesmo uma música, os mais diversos sentimentos são despertados.

Entretanto, a arte minimalista está presente até hoje em ambientes, móveis e estruturas. Visto que a arte é um movimento continuo como um todo, os resquícios do minimalismo e até mesmo outros movimentos sempre poderão ser encontrados em peças do cotidiano.

De acordo com o real significado de aproveitar os poucos elementos para criar diferentes pontos de vista, surge, inclusive, um bordão que fica famoso e segue sendo usado nos dias de hoje: menos é mais. Isto é o minimalismo. Pouco, mas muito. Simples, mas não simplório. Limpo, mas não em branco. Fino, mas não imperceptível.

Assim sendo, os diversos momentos percorridos pela história até a ascensão do minimalismo são muitos. Entretanto, cada um deles com sua representatividade e significado. Todos únicos e singulares.

Fonte: https://artout.com.br/o-que-e-arte/